Está cada vez mais complicado determinarmos o som que cada banda toca, “tags” como Rock, Heavy Metal e Hardcore, não dão mais conta de caracterizarem sozinhas novas sonoridades.
Heavy Metal... Heavy Metal o que? Heavy Metal Melódico, Heavy Metal Sinfônico, Heavy Metal Clássico, Thrash Metal, Death Metal, Metal Extremo, Black Metal, Gotic Metal, New Metal... Hardcore ou Metalcore, Deathcore, Grindcore (...)?
Mesmo essas que foram citadas estão sendo muitas vezes usadas em conjunto com outras na tentativa de aproximação do estilo com o som, por exemplo: Black Metal Sinfônico.
Algumas possíveis mudanças que nos levaram e esse novo cenário:
• Inclusão de novos elementos, tanto tecnológicos como estilísticos, que antes não eram possíveis e/ou viáveis;
• Maior acesso aos meios de produção e circulação por parte das bandas, vide softwares de “home studio” e redes sociais como o MySpace e You Tube;
• Relativa abertura na mídia para estilos mais pesados. Disseminação de veículos especializados;
• O interesse mercadológico em novos nichos de mercado, quando “taguear” é preciso para apresentar o produto ao consumidor;
Uma das tendências é a montagem de perfis a partir do cruzamento entre tags pessoais, é um sistema complicado e que nem sempre acerta, mas vem sendo aperfeiçoado, essa é a lógica de sites como a Last.fm.
É como se eu te indicasse um álbum do Obituary, um do Deicide e um do Morbid Angel se você me diz que gosta do Cannibal Corpse.
Curioso não?
(continua...)
Natália Ribeiro


