12 de abril de 2010

Torture Squad – Pandemonium

When the time starts to close and the sky
Turns to black like death
Clouds of suffering and screams of pain:
This is the last breath
Battlefield is the only thing to see before
The hell strikes back again
All his life is consumed in an attack
Bloody fight in his brain
Lost and confused a silent cry to the stars
He's agonizing in fear
Staggering walk looking for something to
Saciate his burning tears
When his body screams he close his eyes to
Support the mortal pain
Countries at war, genocide is here
The reaper is laughing with disdain

Pandemonium [4 times]

On the TV I see the news about wars
Ignorance is back again
One more time blood! Death! Tragedy!
Peace is a word in vain
I try to understand this kind of situation

But it's difficult for me
To live in the world, heaven or hell
Eternal paradox is all that I see
Machine guns, tanks, soldiers
Ready to unleash the war
Throwing lives into the hellish fight
Here comes much gore
Brothers killing brothers in the name of a
Sickening power desire
Revelations from the final battle say:
Set the world on fire!!!

Pandemonium [4 times]

Terrorism warning genocide
Fear and pain walking side by side
Dancing on a minefield you are
And I see peace: but it's so far!
This genocide
It's by your side
Dancing you are
But peace: is so far!!!

Quando o tempo começa a fechar e o céu fica negro como a morte
Nuvens de sofrimento e gritos de dor:
Este é o último suspiro
O campo de batalha é única coisa que você vê antes
Do ataque do inferno voltar
Toda vida dele foi consumida em um ataque
Luta sangrenta em seu cérebro
Perdido e confuso, um choro silencioso para as estrelas
Ele está agonizando de medo
Andar assombroso procurando por alguma coisa que
Sacie suas lágrimas ardentes
Quando seu corpo grita ele fecha seus olhos
Para suportar a dor mortal.
Países em guerra, o genocídio é aqui
A morte (the reaper) está rindo à distância

Pandemônio

Na TV eu vejo notícias sobre guerras
A ignorância está de volta
Mais uma vez sangue! Morte! Tragédia!
Paz é uma palavra van
Eu tento entender esse tipo de situação

Mas isso é difícil para mim
Para viver no mundo, céu ou inferno
Um eterno paradoxo é tudo que eu vejo
Metralhadoras, tanques e soldados
Prontos para desencadear a guerra
Arremessando as vidas dentro da luta infernal
Vem aí mais carnificina
Irmãos matando irmãos
Em nome de um desejo por poder doentio
Revelações sobre a batalha final dizem:
Deixe o mundo em chamas!

Pandemônio

Terrorismo avisando genocídio
Medo e dor andando lado a lado
Você está dançando num campo minado
E eu vejo paz: mas isso está muito longe!
Este genocídio
Está ao seu lado
Você está dançando,
Mas paz: isso está longe!

(trad.por Natália Ribeiro)

7 de abril de 2010

Crítica Especializada


“A crítica especializada também se constitui como um campo privilegiado para agregação de valores e estabelecimento de limites para o formato da canção. Como parte considerável da produção de sentido no âmbito da musica popular massiva ocorre a partir do exercício de discussão sobre os modos particulares de apropriação da canção e de ideologias de audição (como ouvir um som corretamente), o critico se apresenta como aquele detentor de um repertório privilegiado para estabelecer os parâmetros dessas discussões. Revistas especializadas como a Rolling Stone, NME, Mojo etc. costumam ter sua gênese em antigos fanzines e referendam a pratica ‘pedagógica’ de mostrar o consumidor o que ouvir e como ouvir.”


Poética do musica underground: vestígios do heavy metal em Salvador – Jorge Cardoso Filho. Rio de Janeiro: (E-papers, 2008)

A: Quem está preparado, de fato gabaritado, para estabelecer parâmetros de apreciação no underground?

B: Até que pondo a mídia especializada, ou que pelo menos se auto-proclama assim, influencia ou até mesmo determina, o nosso comportamento, a nossa posição para com a música proveniente do underground?

Bem... Isso é pra pensar né,

Pelo que eu tenho pesquisado até o momento, mídia “especializada” em underground não existe, não nos moldes das revistas citadas no texto de Jorge Cardoso, mesmo porque seria algo incompatível. O que existe são produções independentes, fanzineiros, blogueiros , que alcançam um número bastante reduzido de audiência, o que os desqualifica como “critica especializada” ,como “formadores de opinião canonizados”, eu pelo menos eu os desqualificaria, devido ao nível de consentimento, de adesão que isso invoca.

Vamos pegar então as revistas Roadiecrew e Rock Brigade, cuja especialidade é rock e heavy metal, o que elas têm de underground? Elas escrevem sobre bandas do underground? Resenham eventos underground; divulgam demos das bandas?

Se tem, é muito pouco, a Roadiecrew tem até uma seção de demos, a Rock Brigade também tem algo parecido, mas não há dúvidas que mais de 90% do conteúdo são de bandas já fora desse circuito, ou sobre temas onde o underground apenas paira como uma assombração. Em nenhum momento essas revistas disseram que eram sobre underground, ou que assumiriam uma função social para com o underground, porém, ela são consumidas por quem é ou freqüenta o meio.

Se isso tem algum problema? É claro que não. A questão é que mesmo essas revistas tendo lugar privilegiado estabelecendo parâmetros para discussões dentro do rock e heavy metal, ela não será “detentora de um repertório privilegiado para estabelecer os parâmetros dessas discussões” em relação ao underground, ou seja, mais uma vez ficamos sem os especialistas.

Isso só mostra o quando as relações no meio underground são complexas. Essas são questões que sem dúvidas exigirão ainda muito do meu esforço de pesquisa, mas por hora eu digo que quem dita as regras no underground é o próprio público, é quem faz parte ali daquele meio, uma outra banda ou personagem que possui mais visibilidade talvez tenham algum tipo de “realce”, mas ao que me parece, sempre num coletivo, porque nada lá se resolve sozinho.

Natália R. Ribeiro